terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A língua


A língua é um sistema de códigos utilizada em uma determinada comunidade com o intuito de favorecer o processo de comunicação.
É também um instrumento de propagação da cultura dessa comunidade linguística. Como estamos inseridos em uma comunidade, composta de pessoas diferentes, cada qual com seus costumes e formas diferenciadas de vida, é importante valorizar a forma como cada um se expressa, favorecendo a inclusão desse nas práticas sociais as quais são submetidos cotidianamente.
Apesar das atuais exigências da nossa sociedade no que se refere ao domínio da norma padrão, a língua não deve ser um instrumento de exclusão, pois essa não é a única possibilidade de uso. Precisamos saber utilizar a nossa língua em diversas situações, adequando-a aos diversos contextos para que ela sirva realmente como instrumento de integração em uma comunidade e não de desintegração.

O patinho feio na escola


O patinho feio chegou a idade de estudar. A mãe pata matriculou-o na melhor escola da região: Colégio Leonardo da Vinci.
No 1º dia de aula, logo ao chegar, já sentiu os olhares dos futuros colegas que o seguiram por um bom tempo, de cima em baixo.
O patinho já ficou bastante intimidado. Chegou na sala, sentou-se em uma cadeirinha lá no fundo, isolado. Os colegas todos achando-se superiores a ele, começaram a caçoá-lo:
- Quem é o aluno mais feio desta sala? – perguntou um dos colegas.
- O patinho feio – responderam os demais colegas de uma só vez.
O patinho feio afundou-se mais ainda em sua carteira. Mas a professora Maria Marculina, tão ética como era, levantou-se e, em tom bem expressivo, disse:
- Sentados, meninos, e calados! Respeito é bom e cabe em qualquer lugar! Favor a frente, senhor Patinho feio!
O patinho feio, todo sem graça, mas procurando causar menos desgaste neste 1º dia de aula, levantou-se rapidamente e seguiu em frente.
A professora prosseguiu:
- cada pessoa é única! Ninguém é igual a ninguém! Precisamos respeitar as individualidades!
Os alunos, envergonhados, calaram-se. O silêncio foi unânime. E a professora continuou:
- O bullyng é uma prática proibida aqui, nesta escola! Caso queiram discriminar alguém, pensem bem e arquem com as conseqüências dos seus atos: um belo de um processo administrativo em suas costas!
O patinho feio ficou bem mais seguro e os colegas, envergonhados, pediram-lhe desculpas e reconheceram que “Ninguém é melhor que ninguém!